quarta-feira, 19 de maio de 2010

"Jornalismo e memória: estabelecendo contextos e alimentando a História"

No passado dia 29 de Abril, o curso de Ciências da Comunicação recebeu Marcos Palácios que falou acerca da relação existente entre o jornalismo e a memória.

Formado em sociologia e Professor na Universidade de Bahia e da Beira Interior, pesquisa e interessa-se muito pela temática que veio falar na conferência.

Segundo Palácios, a "relação entre jornalismo e memória pode parecer paradoxal" na medida em que actualmente, se vive numa época em que é a velocidade e não a durabilidade dos acontecimentos que importa. Vivem-se "tempo líquidos", onde "as formas não se mantêm" e se "dissolvem" rapidamente.

Além disso, a definição de memória, pelo que afirmou o convidado, não corresponde fielmente àquilo a que estamos habituados a definir: "Artificial tornou-se a nossa memória desde o momento em que um ancestral nosso, em longínquo passado neolítico, riscou a pedra e perenizou os primeiros sinais indicativos de que ali estava em acção uma espécie animal."

Se se aliar o conceito de jornalismo ao de memória verifica-se que o jornalismo, embora seja um "mecanismo de produção da actualidade", "um espaço vivo, "um lugar de agendamento imediato" é simultaneamente "um reservatório de memória" que regista o quotidiano. O jornalismo é "a memória em acto, memória enraizada no concreto, no espaço, na imagem, no objecto, é actualidade singularizada, presente vivido e transformado em notícia que amanhã será passado relatado".

É claro que a memória é essencial ao jornalismo quando este descreve, por exemplo, situações de "carácter comemorativo", "sinaliza o fim de uma trajectória" ou o "fim de processos", mas é igualmente fruto do relato da actualidade.

Fim do jornalismo?

Com o surgimento e desenvolvimento da Internet observam-se as notícias em tempo real. As pessoas podem saber facilmente o que, num determinado momento, se está a passar no outro lado do mundo. E mais, cada pessoa pode produzir a sua própria informação e divulgá-la: "se eu posso produzir conteúdos, com tanta informação à distância de um clique, posso dispensar intermediários".

Deste modo, Marcos Palácios interrogou-se se este facto decretaria o fim do jornalismo. Segundo ele, a resposta é nagativa pois "quanta mais informação há, mais mediadores são precisos". O que está em crise não é por isso o jornalismo, mas sim a atenção, pelo que é necessário "economizá-la".

No final da conferência o orador tirou algumas conclusões. É evidente que "os efeitos de digitalização e a sofisticação fazem-se sentir nas rotinas jornalísticas".

A memória interessa cada vez mais, e muitas vezes é até mesmo paga, como por exemplo nos sites dos jornais em que, para se visualizarem notícias mais antigas é preciso fazer um pagamento.

Todo o desenvolvimento tecnológico trouxe também mais-valias ao jornalismo, que pode ser enrquecido com o auxílio de vídeos ou clips de som.

Para finalizar todo o seu discurso, e como conclusão final, Marcos Palácios afirmou que afinal "talvez não haja paradoxo [entre jornalismo e memória]. A velocidade é tão grande que nos sentimos compelidos a gravar tudo."

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cinco anos da Casa da Música

- http://www.casadamusica.com/flash/newsl_abril10/

- http://jn.sapo.pt/VivaMais/Interior.aspx?content_id=1540453

- http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1533341&seccao=M%C3%BAsica

- http://www.ionline.pt/conteudo/52861-quinto-aniversario-da-casa-da-musica-com-programacao-especial

- http://www.publico.pt/Local/casa-da-musica-o-espectador-do-lugar-k34-a-assinante-da-onp-e-o-fa-das-noites-clubbing_1431484

A pesquisa elaborada teve como objectivo uma recolha de dados significativos no que diz reseito ao tema "5º aniversário da Casa da Música".
Tendo sido inaugurada em 2005, a instituição celebra este mês 5 anos de existência, que foram celebrados oficialmente no passado dia 9 de Abril, com um grande concerto realizado pela ONP que interpretou, entre outras obras, a 5ª Sinfonia de Tchaikovsky. Porém, os festejos decorreram, não apenas neste dia, mas entre 1 e 14 de Abril com a apresentação de numerosos concertos.
Desta forma, para a minha pesquisa, dirigi-me, desde logo, ao site da Casa da Música, por obter, obviamente, os elementos mais completos e exactos acerca do aniversário.
Além disso, foram consultados os sites de quatro jornais: JN, DN , i e Público que, por serem jornais credíveis, são um bom apoio para a pesquisa.

quarta-feira, 17 de março de 2010